FISL13 foi um termômetro para medir o rápido crescimento do cloud no Brasil
por: Renato Serra Armani em 2 de agosto de 2012
No final de julho, fiz um bate e volta no 13° Fórum Internacional Software Livre, o FISL13, para ver o que estava acontecendo e participar do encontro do grupo OpenStack-Br, grupo de discussão brasileiro sobre o OpenStack da qual faço parte.
O FISL foi realizado de 25 a 28 de julho no Centro de Eventos da PUC-RS, em Porto Alegre. Uma das minhas primeiras atividades no evento foi dar um giro pelo salão de exposições, onde pude ver grandes estandes de órgãos governamentais e empresas públicas como a Caixa Econômica, o SERPRO e diversas outras do governo federal ou do governo do Rio Grande do Sul.
Outros grandes nomes ligados ao software livre estavam por lá, como Intel, Globo.Com, Red Hat e Canonical. O evento contou com diversos palestrantes de peso e com mais de 7.700 participantes, de ministros a presidentes de empresas e profissionais diversos da área de tecnologia, passando por estudantes e até curiosos e índios. Sem dúvida, o FISL é hoje um dos maiores e mais importantes eventos de tecnologia do Brasil.
Em conversas e reuniões, tive alguns feedbacks relevantes sobre o que o público brasileiro estava buscando no FISL. Conversando com uma executiva americana da Canonical, fiquei feliz por perceber que ela estava espantada com a maturidade dos brasileiros em relação ao cloud computing e como isso aconteceu rapidamente. Ela me disse que nas outras edições do FISL e em outros eventos no Brasil e no mundo o interesse do público, as perguntas e os questionamentos giravam em torno do “Ubuntu Dekstop”. Mas este ano ela percebeu que as perguntas foram mais relacionadas com a edição para servidor “Ubuntu Server” e sobre ferramentas da Canonical específicas para automação e cloud computing, como Juju, temas que requerem um conhecimento avançado sobre computação em nuvem.
OpenStack-br e nuvem
No encontro do grupo OpenStack-br, pude verificar essa maturidade e interesse por cloud computing, sobre os quais a executiva havia falado. Estavam lá funcionários de empresas públicas e privadas, como SERPRO, Globo, Red Hat e HP, universidades, como a UFRJ, estudantes e curiosos. A discussão começou abordando os conceitos básicos do OpenStack e evoluiu para trocar “receitas” e discutir o uso de ferramentas ligadas à automação, como Puppet , Chef e Juju.
A parte que mais me interessou foi conhecer os cases e projetos que estão sendo implantados pelos participantes da discussão. Tudo que ouvi me levou a concluir que as tecnologias mais novas existentes já estão sendo utilizadas por empresas brasileiras e o conhecimento sobre cloud computing no Brasil está de fato crescendo rapidamente. O evento foi um ótimo termômetro para medir a adoção da computação em nuvem no Brasil e posso afirmar que a temperatura nessa área está bem alta.
Para saber mais sobre o FISL13, visite:
http://softwarelivre.org/fisl13


