Quatro dicas para dimensionamento e planejamento de capacidade em nuvem
por: Tullio Christianini em 24 de julho de 2012
Com a crescente adoção da computação em nuvem, a grande maioria dos arquitetos de TI começa a se familiarizar com os seus conceitos e em como esse novo modelo vem impactando a infraestrutura de TI compartilhada.
Porém, a grande maioria das organizações e seus profissionais de TI ainda possuem dificuldades para se adaptar ao cloud computing e tendem a transferir os mesmos conceitos de um projeto tradicional para um projeto que envolva a nuvem, desde o orçamento até a equiparação com hardwares e modelos de licenciamento de software tradicional.
Quando se fala em capacity planning ─ que é amplamente conhecido, pouco utilizado e muito temido ─, uma grande parte dos profissionais normalmente acaba fazendo um jogo de adivinhação. Isso acontece por dificuldades de previsão.
Por exemplo, tente olhar para o que você tem hoje e prever a sua necessidade futura, por seis meses, um ano… Você verá que não possui todos os dados necessários para poder prever com exatidão os rumos que a sua organização ou o projeto em que está envolvido irá tomar e como eles podem impactar os seus recursos e o seu planejamento.
A computação em nuvem tem ajudado muito a resolver essa equação, por oferecer flexibilidade e escalabilidade, na medida da demanda de sua organização. No entanto, exige ainda a capacidade de saber quanto será usado de um determinado recurso de nuvem. Na computação em nuvem, o gerenciamento e o planejamento de capacidade são fundamentais para aproveitar os benefícios do cloud.
Nossa experiência como construtores de nuvens em projetos dos mais diversos portes, nos confronta com alguns erros de conceito que envolvem o desconhecimento das diferenças entre a arquitetura de cloud computing e o modelo tradicional interno ou de hosting gerenciado que utiliza servidores físicos. São esses pontos que podem nos ajudar cada vez mais a planejar corretamente a arquitetura de nuvem que relaciono abaixo.
Infraestrutura básica
Ao contrário do modelo tradicional, em cloud, devemos nos ater a contratar aquilo que normalmente é exigido por nossa aplicação. Se, por exemplo, para um website de alto volume ser servido com qualidade são necessárias duas instâncias computacionais, não há necessidade de se contratar quatro ou cinco instâncias com base na previsão de que poderão ser necessárias em um determinado momento. Em cloud, você pode e deve aumentar ou diminuir seus recursos conforme a demanda e planejar seu consumo de forma otimizada e econômica.
Armazenamento
Um erro muito comum é comparar a oferta de um servidor tradicional, que possui uma capacidade de armazenamento comum, com a infraestrutura de nuvem. No dia-a-dia, vejo muitos projetos em cloud computing serem demandados exatamente da mesma forma como se compra um desktop. Há pedidos feitos dessa forma, por exemplo: “Preciso de um HD com 500 GB.” Em cloud, não existe HD de 500 GB, existe o armazenamento no limite da sua necessidade. Se a sua aplicação e sistema operacional requerem 40 GB, contrate somente o que você precisa, obviamente, respeitando uma margem estreita de segurança.
Poder Computacional
A CPU virtual e a quantidade de memória RAM, assim como a grande maioria dos recursos em cloud, também devem ser consumidas na medida de sua necessidade. Não há por que superestimar a memória RAM a fim de prevenir uma lentidão. É melhor estudar a aplicação e contratar exatamente aquilo de que você precisa e futuramente aumentar ou diminuir os recursos, conforme a necessidade.
Sua Aplicação
A sua aplicação está pronta para a nuvem? Após uma análise, a resposta provavelmente seria que a sua aplicação poderia ir para a nuvem, mas precisaria ser otimizada para fazer a migração. Ou seja, ela não teria, ainda, as características de uma aplicação otimizada para a nuvem, tais como: escalabilidade horizontal, tolerância a falha, autenticação baseada em declarações, etc.
Em resumo, se você adotar esses conceitos que são simples e contar com um parceiro especializado em nuvem, estará rompendo paradigmas e, com certeza, terá a melhor experiência possível com a nuvem.


