Saiba a quem se destinam as nuvens privadas e como combiná-las com as públicas
por: Tullio Christianini em 19 de junho de 2012
A maioria das pessoas está familiarizada com as nuvens públicas, também conhecidas como nuvens compartilhadas, cuja principal característica é executar aplicações de centenas ou mesmo milhares de empresas simultaneamente dentro de ambientes virtuais em um mesmo ambiente físico.
As nuvens públicas oferecem uma série de benefícios, tais como baixo custo e alta escalabilidade.Mas, em algumas empresas, as limitações de determinado recurso da nuvem, as implicações na arquitetura e as regras de segurança de um aplicativo fazem com que as nuvens públicas sejam claramente desvantajosas para elas. A transição de um ambiente dedicado para uma nuvem pública pode ser bem difícil.
As aplicações de missão crítica de uma empresa podem estar prontas para ser executadas em uma nuvem privada, sem que estejam aptas à migração para a núvem pública por exigirem elevados níveis de segurança, confiabilidade, performance, customização e serviços gerenciados.
Níveis mais rigorosos de segurança, privacidade e garantia de disponibilidade são características inerentes às nuvens privadas (privateclouds).Além disso, as nuvens privadas possibilitam customizações para atender necessidades específicas de uma organização que normalmente não são possíveis de ser feitas nas nuvens públicas. O que pode ser de interesse de um pode interferir ou até prejudicar o outro.
A segurança é considerada maior em uma nuvem privada porque o seu ambiente oferece acesso totalmente restrito à empresa, possibilitando, ainda, regras de firewall específicas e atendimento a regulatórios e normas de cada organização.
Todas essas considerações a favor de uma nuvem privada não impedem que as empresas que adotam nuvens privadas, no entanto, em algum momento devam recorrer também às nuvens públicas, formando híbridos.
Uma opção para médias e grandes empresas
Antes de prosseguir, gostaria de ressaltar que a nuvem privada é normalmente a primeira opção de adoção de cloud computing para médias e grandes organizações. São elas que que têm aderido à computação em nuvem privada em busca de um ambiente em que os recursos computacionais são dedicados e garantidos a cada organização, além de apresentarem uma demanda por customizações e gerenciamentos que não são possíveis de ser atendidos pela nuvem pública.
Dito isto, é preciso lembrar que nuvens são processos e uma private cloud deve ser acompanhada de inteligência na alocação de recursos de hardware, plataforma, software, processos e governança, sem deixar de lado conceitos fundamentais, como elasticidade, gerenciamento de identidade, segurança e personalização de recursos para atendimento de diversas demandas.
A implantação de uma nuvem privada normalmente requer mudanças de conceito e quebra de paradigmas nas organizações. A empresa muda o olhar anteriormente direcionado para ativos tradicionais, como servidores e infraestrutura, para serviços contratados e consumidos sob demanda. Isto, após consolidado, estende-se com mais facilidade para as nuvens públicas, nos casos onde a melhor alocação de uma determinada aplicação pode não ser a nuvem privada. Por exemplo, no caso de servidores web e e-mail, entre outros. E o reverso também é verdadeiro: empresas acostumadas à terceirização desse tipo de serviços podem concluir ser apropriado somá-los à construção de uma nuvem privada.



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