Três posturas que promovem a sinergia entre os profissionais de TI e a nuvem
por: Luiz Eduardo Alves Severino em 12 de junho de 2012
O cloud computing e todas as vantagens relacionadas ao seu custo e eficiência vêm sendo discutidas neste blog e comprovadas pelos nossos autores. São essas vantagens que tornam crescente o número de empresas com planos de migração para a nuvem, modificando fundamentos de arquitetura, modelos de serviços, governança, custo e consumo.
A dinâmica proposta pela tecnologia altera não apenas o departamento de TI, mas promove uma alteração profunda na organização como um todo. Isso envolve uma mudança total de comportamento, que passa a ser orientado a negócios.
Mas há um ponto fundamental nessa mudança que não pode ser esquecido: os profissionais de TI estão preparados e aptos a acompanhá-la?
Eu diria que, sim, desde que entendam a responsabilidade que passam a ter e se reciclem. Adotar o cloud implica em transcender as capacidades tradicionais para poder acompanhar um novo conceito em TI, que demanda mais inteligência, além de um pensamento e atitudes voltadas ao negócio. Significa deixar para trás um papel estritamente técnico, com o olhar pontual, para assumir o de um gestor com visão macro.
Por exemplo, com a elasticidade proporcionada pela nuvem e a possibilidade de pagar apenas o que se consome, o departamento de marketing de uma empresa pode solicitar à área de TI que prepare o seu site para uma grande campanha promocional a ser disparada sempre em um determinado dia do mês. Os profissionais de TI, mesmo tendo o suporte externo do fornecedor de nuvem, terão de argumentar com o marketing para tranquilizá-lo de que o caminho escolhido para aumentar o poder computacional absorverá com segurança o possível aumento de acessos no site durante a promoção. Talvez, tenham de se reunir com o financeiro para apresentar um plano que envolva um aumento de custos imediato a ser compensado com economias nos meses seguintes, justificando a mudança dos meios tradicionais para a nuvem.
Em outros casos, os profissionais de TI poderão ter de interagir com outros departamentos para redimensionar os gastos com licenças de software, que podem ser economizadas com o cloud computing.
Em resumo, a exigência profissional não será apenas a de reunir novas certificações, mas também de usar a inteligência para provisionar, dimensionar, aferir e monitorar inúmeros cenários físicos e virtuais.
Os desafios são grandes e o avanço da qualificação profissional para maximizar os benefícios de um modelo de nuvem, a meu ver, pode ser resumido em três direções, que se destacam entre as mais importantes:
1. Obter conhecimento para poder acompanhar as mudanças e interagir com outras áreas da empresa;
2. Adotar atitudes que facilitem a troca de informações, tais como ouvir atentamente, saber perguntar e contrapor construtivamente, e
3. Adquirir competência colaborativa, por meio do comportamento e do aprendizado do uso correto das ferramentas destinadas à colaboração, como o e-mail, áudio e videoconferências e outras.
Dessa forma, com o apoio da liderança, os profissionais de TI poderão ajudar as áreas de negócio e os tomadores de decisão a agregar valor ao novo modelo promovido pela tecnologia.



